quarta-feira, 2 de março de 2016

1ª vez no dentista





Já nos tinham informado que a menina tinha duas cáries.

Ela tem 7 anos. E duas cáries em dentes definitivos.

A impotência da mãe em não controlar quando ela está fora.

Todos lhe dizem que "um dia sem lavar os dentes não faz mal". 

"Não morre". 

A menina diz que insiste e quer lavar os dentes mas a resposta quer do pai, quer da avó, quer da vizinha é sempre a mesma.

Hoje foi dia de dentista e nem a avó, nem o pai, nem a vizinha estavam lá para a acompanhar.

Não sofreram por dentro ao vê-la tentar aguentar as dores, ao ver as lágrimas escorrerem pela carinha dela abaixo, mesmo que ela não emitisse nenhum som.

É muito forte a minha menina.

Dói ainda mais.

Impotência de mãe.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Fim de semana no pai. Ou quase.

Este é o fim de semana da menina passar com o pai.

Ela tem direito a.

O pai vai buscá-la à escola, janta com ela, vai deixá-la a casa e adormece-a.

A menina fica a dormir, o pai sai novamente.

Sábado:

Toma o pequeno almoço com o pai no café.

Mas... eis senão quando, aparece a amiguinha M. e (claro) querem as duas passar algum tempo juntas.

Então a menina vai para casa da M.

Almoça na casa da M.
Vai à missa dos escuteiros com a M.
Janta com a M.
Dorme em casa da M.

Domingo:
Acorda e toma banho na casa da M.
Veste roupa da M.
Toma pequeno almoço na casa da M.
Almoça na casa da M.
Toma um lanche ajantarado na casa da M.

E depois vai para o pai.
Está na hora de a trazer à mãe.

Antes de a deixar na mãe, ainda finge um choro e diz que a menina não gosta dele, só gosta da mãe....
Chora chora, até que...
a menina começa a chorar claro, só de pensar ser a culpada da tristeza do pai... crianças!

Chega a casa e a mãe percebe que ela esteve a chorar.
Pergunta-lhe o que aconteceu e ela explica.

O pouco tempo que o pai esteve com ela, foi para a fazer chorar.

Missão cumprida.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Carta aberta - tirada da net

"Esse texto é para aquele simpático, que conseguiu ejacular e fazer um filho,  mas que não consegue ser PAI.

Que se julga ‘O PAIZÃO’ por pagar uma pensão, depois de muita recusa e chatice com a mãe do seu filho e depois de ter sido obrigado por LEI!

É para aquele que só é “pai” por obrigação!

Ser pai no papel é fácil, muito fácil.

Difícil é AMAR. É DEDICAR-SE!

É colocar em segundo plano a sua vida e as coisinhas tãaao essenciais à sua sobrevivência, como os seus jogos de futebol, ou jantaradas com os seus amigos dos copos.

Quero vê-lo a passar PRINCÍPIOS. Bons valores.

Quero vê-lo a tornar-se uma fonte de EXEMPLOS a serem seguidos.

Quero vê-lo a ser lembrado com carinho quando deixar esse mundo.

Quero vê-lo passar tempo de qualidade quando vai buscar o filho na escola, nem que isso só  renda 20 minutos com ele nesse dia…

Quero vê-lo a ser PAI – além das lindas fotos nas redes sociais.

Ser pai nos fins de semana alternados porque é o seu DEVER, muitos podem ser.

Postar fotos com a criança quando ela está linda, penteada e bem vestida pela mãe é lindo!

Mas mais bonito ainda é deslocar-se ao outro lado da cidade de madrugada porque o filho está a caminho das urgências.

Mais bonito ainda é segurá-lo no colo, fortemente, enquanto ele berra de dor de ouvido e desejar com todas as forças poder puxar a dor para si!

Mais lindo ainda é segurar a sua pequena mão na primeira vez de bicicleta sem rodinhas e garantir que vai segurar a sua mão para sempre, não importam as circunstâncias, não importa quantas outras namoradas e outros filhos venha a ter.

Não importa o quão má é a sua relação com a sua ex mulher, para quem é PAI, a única coisa que realmente importa é a felicidade e a presença dos filhos.

Não é necessário morar com o filho para ser presente na vida dele.

Tudo que lhe faz hoje, vai estar reflectido lá à frente na estrada da vida?

Não é prioridade levar o filho ao jogo de futebol, nem levá-lo para uma tarde no shopping para comprar um ténis novos. Pois é…a criança precisa muito de ténis novos. E de roupas; de lazer e de escola;

Mas daqui a 20 anos provavelmente ela não se vai lembrar nem da cor dos ténis, nem da tarde no shopping…

Ela vai se lembrar do tempo que passaram juntos, do gelado que dividiram e das gargalhadas que deram.

Porque os filhos não precisam SOMENTE da pensão depositada.

Os Filhos precisam TAMBÉM de atenção, de segurança.
De se sentirem AMADOS.

Que não se queixe por estar a “perder lugar” na vida do seu filho, se ele não altera nada, absolutamente nada, para tê-lo na sua vida.

Não há problema se não tiver tempo para ver o filho todas as semanas… ou que não consiga ligar para ele porque está numa reunião ou num jogo importante, afinal da última vez que vocês estiveram juntos ele estava óptimo, para quê preocupar?

Sim, ele estava óptimo!

Bem-educado, alimentado, saudável.

Porque ele tem uma MÃE, que vale por 100 pessoas.

Ah, mas isso ele já sabe…é por isso que vive a sua vidinha sempre tão tranquilo!

Pois é! Progenitores há muitos. Pais são uma espécie em extinção.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Não sei, digo eu.........


Pergunto:

Quantas chamadas da filha não são atendidas pelo pai?


Teria vergonha se:

1) Não acompanhasse a minha filha no desfile de carnaval desde o início ao fim, tal como acompanho os eventos desportivos, ou supostas “reuniões” às 10.30 da manhã.
2) Pusesse fotos no facebook a vangloriar-me da minha filha que usa um fato para o qual não contribuí, nem 5 cêntimos.
Mas também.... nem gastei 5 cêntimos num fato para ela usar quando está comigo.

Teria vergonha se:
3) Me negasse a contribuir para o Ballet da minha filha mas depois fosse ver o espectáculo! Que orgulho naquilo que os outros fazem por mim.
4) Me viesse embora a meio de um procedimento médico da minha filha, ” que é a coisa mais importante do mundo para mim e não há ninguém no mundo que goste mais dela do que eu”.

Teria vergonha se:

5) Faltasse às consultas médicas e dissesse à minha filha que foi porque me esqueci. 
Ou porque cheguei atrasado, e já lá não estavam, quando na verdade, estavam ainda na sala de espera.
Não perguntasse à mãe o que o médico disse.
Se ainda não conhecesse o pediatra da minha filha, que tem quase 8 anos (a filha, não o pediatra).


Teria vergonha se:
6) Para poupar dinheiro, comprasse uns ténis 2 números acima do que a menina calça, mesmo que isso signifique ela andar desconfortável.
7) Me esquecesse do que devo à menina e demorasse mais de um mês a pagar.

Teria vergonha se:

8) A minha filha me telefonasse a dizer que ia a caminho das urgências e a minha preocupação fosse apenas ” Então quando saíres diz alguma coisa”.

Teria vergonha se:
9) Me recusasse a pagar a minha parte de pai com quaisquer despesas da minha filha.
10) Me queixasse que o tempo que tenho com a minha filha é muito pouco,
mas quando ela vem para mim é
‘reencaminhada’ para casa de familiares, vizinhos e amigos.
Mesmo que esses vizinhos me digam que não dá muito jeito ficar com ela.

Teria vergonha se:
11) Deixasse a minha filha entregue a outros, durante as minhas férias que é quando tenho 100% tempo para me dedicar a ela, e fizesse uma viagem desde Ferreira do Zêzere até Lisboa porque tinha coisas mais importantes para ver. Não avisasse ninguém que me ia ausentar, nem deixasse directrizes para que a menina fosse cuidada.
12) A enviasse numa viagem de Lisboa até ao Algarve com outras pessoas e eu ficasse em Lisboa, porque tinha coisas mais importantes para ver. Vou lá ter depois.

A mim, mãe,  o que me importa é a minha filha, e ela sabia que a mãe, excepcionalmente naquele dia, não ia poder atender o telemóvel pois já lhe tinha dito.

Em cima de tudo isso o n.º do qual ligou até estava “Não identificado”.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Análises... a isto tudo.

Preocupação de mãe, que ouve a filha a queixar-se com dores de barriga quase todas as manhãs.

Temos de ver o que é isso.

Na consulta de pediatria pergunto se é normal estas dores que depois desaparecem, mas voltam todos os dias.
O Pediatra aconselhou a fazer análise de despistagem: análise ao hidrogénio expirado.

(ihhhh que nome)

Marcada a análise para hoje, 16 Fevereiro.

Foi uma análise de processo algo moroso, começando às 8.45h com, a menina a beber um copo de leite especial e depois fazer medições de meia em meia hora, até às 12.30h.

Ora, o pai da criança tinha sido informado a 7 Janeiro (mais de um mês antes) que havia esta análise.

Compareceu..... muito bem, palminhas.

Fez questão de entrar no consultório. Acompanhar a ingestão do líquido.

Esperar.

Meia-hora.

Ir fazer medição.

Esperar.

Apesar de haver lugar vago ao lado da filha, senta-se num lugar mais afastado.

Fazer medição.

À terceira vez a menina já ia sozinha bater à porta e dizer que estava na hora. Está uma crescida.

Voltava depois para o lugar dela.

Já são 10.20h. A menina informa que o pai foi comer qualquer coisa.

Continuamos a sequência anterior de espera - mede - espera - mede.

Até às 12.30, hora da última medição, o pai não regressa, e é quando a menina diz que o pai, já não voltava pois tinha de "ir a uma reunião".

Ir a uma reunião? - pergunto!!

Avisado com mais de um mês de antecedência, nem perguntou o porquê da necessidade de se fazerem estas análises (visto também ter faltado à consulta de pediatria).
Nota-se um desinteresse completo, e ainda deixa a filha a meio do procedimento médico para ir a uma reunião??

Mais importante... pergunto!

Para todos os assuntos laborais e outros, existe uma declaração médica de presença para entregar à entidade, para justificar uma falta. Certo?

Será mais difícil dizer, cansei-me de esperar! - Quem diz a verdade não merece castigo.

A minha filha tem muita sorte em ter sempre alguém disponível para a acompanhar, mas ela tem o direito de ser acompanhada, e nós, pais, temos o dever de a acompanhar.

Mais ninguém tem esse dever senão os pais.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Com os sapatos do meu pai... caio.

Vou buscar a menina à escola.

Finalmente. Já não a vejo desde sexta feira. Foi o fim de semana de estar no  lado do pai.

Morro de saudades. Quero vê-la a correr para mim de braços abertos e sorriso rasgado.

Toca a campainha para a saída e já a vejo.

Vem calma. Anda desajeitada. Que se passa?

Quando chega perto de mim, vislumbro uns ténis novos. 

Hum..... bem bom! São estilo hoovercraft e até parecem confortáveis. Fazem-lhe o pé enorme.

LOOL

Chegadas a casa a primeira coisa que me pede é ajuda para descalçar os ténis.

Eis senão quando.... noto que o espaço que sobra nos ténis equivale a dois dedos meus.


Vejo o n.º do calçado e é o 34.


34!!!

Acabei de lhe comprar uns ténis n.º 32 e estão bons.

"- Eu sei". - Diz a menina. - "O pai diz que assim tenho ténis até ser grande".

E eu: 



Assim se poupam mais uns euritos, que isso é mais importante que o conforto da própria filha.





sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sim, o burro sou eu.

Estamos a 6 Fevereiro.

Devido a um fim de semana de troca, a menina não fica a dormir no pai desde dia 17 Janeiro.

Depois de ter ido ver os 5 minutos finais do desfile de carnaval, ontem, voltou para a buscar e passar um dia com ela.

Sim, boa! é isso que queremos, interesse do pai pela menina. Apesar de ser o fim de semana da mãe, acho que também seria bom que a menina passasse o carnaval com o pai, daí ela foi passar o sábado com ele.

hum... Quer dizer..... não foi bem.

Resumindo, apanhou a menina, deixou-a na casa da amiga Margarida, para lá dormir, e foi ele próprio brincar ao Carnaval noite dentro.

Penso eu... mais do mesmo, mas ao menos passou o dia - sábado - com a filha, certo?

Errrrr errado, mãe, tu ainda acreditas no pai natal?

Quem lhe deu banho e vestiu foi a avó paterna. O pai? Responde a menina, - não sei.

Passaste tempo com ele ao menos,

Achas, mãe? Pouquíssimo.
..........


Na noite de sábado, a menina é entregue em casa.

Vem no carro com uma amiguinha, a Margarida, vêm a ouvir música alta, e a cantar.

Como já sei o que a casa gasta, nunca o pai ajuda a menina a abrir a porta nem a sair do carro, e como estava a chover, vai a mãe de chapéu de chuva aberto para ir buscar a senhora dondoca ao carro do pai.

Reparo que vem sem cinto e sem cadeirinha.  Aliás, vêm as duas duas.

Preocupação e dedicação de pai ao mais alto nível.




Só me rio

Pai é do tipo tio patinhas.
Pai nega-se a contribuir para fato de carnaval da filha. 
Pai não mascara a menina quando está com ele.
Mãe compra fato, collants e sapatos sozinha.
Pai vai ao desfile, tira fotos com filha toda linda mascarada, pintada e penteada pela mãe... e mete fotos no facebook PÚBLICAS orgulhoso da sua rainha..
Quão Ridículo é?